O tempo do seu filho é diferente do seu

 

Que tal desacelerar um pouco e olhar para os seus compromissos do dia a dia de maneira diferente?

Agora que passou o Carnaval e todas as crianças já estão de volta à escola, o ano, finalmente, "começou". E com ele, aquela correria de sempre.  Difícil não pensar no tempo. O tempo que voa; o tempo que passou e o tempo que ainda temos pela frente, nesta nova etapa que se inicia. Em lugar de se angustiar com isso, nós convidamos você a olhar para o tempo de uma forma diferente: da forma que seu filho precisa que você olhe.

Você já se deu conta de quantas vezes apressa seus filhos para alguma coisa? De manhã para acordar e se aprontar para o dia; no café da manhã, que precisa ser engolido; no carro ou no ônibus; para amarrar o sapato; para tomar banho; para ir até o mercado ou até a loja. Sabe por que isso acontece? Porque seu tempo não é o tempo do seu filho. É sério isso.

Os especialistas dão o nome de Chronos ao tempo dos calendários e dos relógios. Eu chamo de tempo dos adultos. Este, ao qual sei lá porque, um dia nos obrigamos a seguir. É o tempo das tarefas, dos segundos que passam voando, acompanhando a nossa pressa de chegar sempre em algum destino.

Os mesmos especialistas chamam de Ayon o tempo da intensidade da experiência. Eu chamo de tempo das crianças. Este é o tempo que não passa e não angustia. Sabe por quê? Porque ele é tão longo ou tão curto quanto mais ou menos legal é a experiência que estamos tendo. E as crianças vivem neste tempo. Aliás, elas precisam deste tempo para viver.

Lembra quando seu filho pequeno parou de repente de andar e observou uma formiga no chão? Este é o momento de experiência e descoberta dele. Ele está aprendendo e desenvolvendo a partir desta observação. E o que a gente faz? Puxa-o pela mão porque o ponteiro do relógio está nos dizendo que temos pressa e não podemos esperar.

Outro exemplo. As crianças querem brincar de casinha ou cabana. Nosso impulso primeiro é montar rapidinho um lençol sobre a mesa, e jogar almofadas por baixo para a brincadeira começar. Mas para as crianças, construir a cabana ou organizar as coisas da casinha é para ser feito com outro tempo, com menos pressa, porque o prazer da brincadeira começa na montagem dela.

 

Então, já que estamos falando de tempo, nossa dica de “promessa” para o ano é dar aos nossos filhos o tempo que eles precisam. Que tal programar uma agenda das crianças com mais horários vagos para que haja tempo entre uma e outra? Que tal acordar um pouquinho mais cedo para que seu filho consiga amarrar o cadarço do tênis sozinho? Que tal começar um pouco antes a hora de dormir ao menos nos fins de semana, para que todos tenham tempo de brincar, de rir, de experimentar a companhia um do outro?

Nosso palpite é que com o hábito, você também vai deixar o Cronos mais vezes em favor do Ayon e, como conseqüência, vai viver melhor e experimentar mais intensamente os momentos. A brincadeira é toda feita no tempo Ayon, por isso a gente fala muito dele e por isso a gente quer que o brincar seja um presente que você dê todos os dias aos seus filhos e a você também.

 

Patrícia Marinho é publicitária, mãe de duas meninas, de 11 e 4 anos; e Patrícia Camargo é jornalista, mãe de um menino de 8 anos, e duas meninas de 6 e 5 anos. Elas são sócias do Tempojunto, que mostra como a brincadeira é fundamental para o desenvolvimento e dá sugestões práticas de como incluir o brincar no dia a dia e na relação entre as mães, os pais (e tios, e avós...) e seus filhos.

 

Fonte:

https://revistacrescer.globo.com/Colunistas/Patricia-Camargo-e-Patricia-Marinho-Tempojunto/noticia/2018/02/o-tempo-do-seu-filho-e-diferente-do-seu.html

Data: 23/02/2018

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