Meu filho de cuca legal

10 de abril · 

Larga o celular e vem...

O ato de brincar é uma condição fundamental para o desenvolvimento da criança. Através do brincar, ela desenvolve habilidades importantes, como a memória e a atenção. Muitos saberes estão em jogo, a criança exercita o pensar, o agir e o sentir, aprende as regras de convivência social, enfim aprende a ser e estar.

Nas brincadeiras, numa manifestação simbólica da realidade, a criança interioriza papéis sociais importantes para sua formação, enquanto pessoa que convive em sociedade. Além disso, a percepção e a coordenação motora estão o tempo todo permeando o ato de correr, de pular, de subir escadas, jogar bola e tantas outras formas de brincar nos espaços.

Para além de todos esses benefícios as crianças que brincam, principalmente ao ar livre aprendem a contemplar coisas aparentemente simples, como a árvore, os animais, mas que são de extrema importância para a sua formação.

O que temos visto muito na atualidade são as brincadeiras presenciais sendo substituídas pelas virtuais, o que não representam a mesma possibilidade de desenvolvimento integral da criança, entre outras coisas, pelo simples fato de serem virtuais e não reais.

Sabemos que os jogos virtuais também podem auxiliar o desenvolvimento da criança, no que diz respeito ao raciocínio lógico, criatividade, desenvolvimento de estratégias, a própria coordenação motora, o imaginário e outras habilidades.

Não se trata de ignorar os jogos virtuais, até porque fazem parte da atualidade, assim como outrora a televisão passou a fazer parte do cotidiano das crianças, que antes desse aparelho chegar às casas, só brincavam na rua, porém o equilíbrio é necessário, pois assim como a exposição em demasia de nossas crianças à televisão não é benéfico, também a exposição aos jogos eletrônicos não é.

Uma criança, por exemplo, muito exposta à mídia de LED precocemente fica fascinada pelas cores saturadas e, por não encontrar tal saturação na natureza, acaba por perder o interesse e não criar conexão com o ambiente externo.

O isolamento que os jogos virtuais podem provocar é sem dúvida uma preocupação que devemos ter, pois as crianças podem passar a interagir virtualmente e se refugiarem nesse mundo virtual, isolando-se do convívio com as pessoas no mundo real, podendo num grau mais elevado de utilização desses jogos desenvolverem problemas de ordem psíquica.

Como os pais podem auxiliar?

Nada é capaz de substituir o convívio entre pais e filhos, onde o olho no olho, o toque, o carinho, os limites estão presentes. Ainda que a vida moderna imponha um ritmo diferente de tempo e espaço para a maior parte das famílias, a convivência se faz necessária apesar de.

O exemplo é significativo aos nossos filhos. Não adianta ficarmos falando para eles largarem seus celulares, seus jogos virtuais, se nós também não largarmos os nossos.

Precisamos reaprender a caminhar nos parques com os nossos filhos, a passear com eles em lugares para além do virtual, onde existam árvores, rios, cachoeiras, mato, cheiro de chão molhado, animais, enfim natureza, fazer um piquenique, comer pipoca, enfim essas coisas simples e fantásticas!

O convívio no mundo real pode não ser perfeito, mas ainda não inventaram outro que seja tão significativo para a educação integral de nossas crianças!

Larga o celular e vem...

Data: 22/06/2017

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